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Sliman Mansour

 

Sliman Mansour nasceu em 1947 em Birzeit, na Palestina e estudou belas artes na Academia de Arte Bezalel, em Jerusalém.
Foi cofundador da Liga dos Artistas Palestinos, em 1973, e do Centro de Arte al-Wasiti em Jerusalém, estabelecido para construir uma ponte entre artistas palestinos no local e no exílio. Recebeu, em 1998, o Prêmio Palestino de Artes Visuais e, em 2019, o Prêmio UNESCO-Sharjah de Cultura Árabe. Seu trabalho usa símbolos da identidade nacional, vida, cultura, história e tradição. Sua arte reflete as esperanças e realidades do povo sob ocupação. Desde o início dos anos 70, ele traz a experiência de isolamento, deslocamento, comunidade e enraizamento usando imagens e símbolos que contribuíram para o desenvolvimento de uma iconografia da luta palestina. Uma de suas obras mais famosas é “Camel of Hardship”, de 1974, em que um velho carrega Jerusalém em suas costas. Retrata a identidade e memória palestina, passada oralmente através das gerações de palestinos no exílio. Essa obra se transformou em cartazes, cartões postais e adesivos, desafiando a ocupação israelense que confiscava obras de arte e cartazes e fechava exposições e galerias. A luta palestina é o principal tema de suas obras; como imagens de mulheres usando trajes tradicionais palestinos, ilustrações de Jerusalém, o Domo da Rocha e paisagens da terra palestina. Com imagens de laranjais, ele representa a terra perdida na Nakba de 1948, e com as oliveiras, representa a terra ocupada na Naksa de 1967.  

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