| Em 24 de agosto de 2026, faleceu, aos 79 anos, o artista palestino Sliman Mansour, um dos nomes fundamentais da arte palestina contemporânea.
Nascido em Birzeit, em 1947, Mansour construiu, ao longo de mais de cinco décadas, uma obra profundamente ligada à terra, à memória e à identidade palestinas. Oliveiras, laranjeiras, bordados tradicionais, paisagens rurais, Jerusalém e figuras humanas carregadas de simbolismo aparecem em seu trabalho como elementos de uma memória coletiva. Uma de suas obras mais conhecidas, “Jamal Al-Mahamel” (“Camel of Hardship”), apresenta um homem carregando nas costas uma representação de Jerusalém. A imagem tornou-se um dos símbolos mais reconhecidos da arte palestina. Durante a Primeira Intifada, Mansour também participou da criação do coletivo New Visions, que buscava fortalecer uma produção artística palestina independente e ligada à própria realidade do país. Em 2019, recebeu o Prêmio UNESCO-Sharjah de Cultura Árabe, em reconhecimento à sua trajetória artística e cultural. Para Mansour, a arte não era apenas representação. Era também uma forma de afirmar uma existência e preservar uma memória. Como ele próprio afirmou: “…a arte é uma forma de dizer que estamos aqui.” Sliman Mansour deixa uma obra que permanece como testemunho da história, da identidade e da resistência cultural palestina. |



